NELSON BAIBICH

ARTISTA PLÁSTICO

Nelson Baibich é gaúcho, tem 67 anos, vive em Florianópolis há 31 anos (e no momento passa um período em Barcelona, na Espanha).
Autodidata, Baibich já expôs em dezenas de coletivas e individuais em vários estados do Brasil, trabalha com bico de pena, aquarela, acrílico sobre tela e em tecido. Jornalista de graduação, publicitário durante 35 anos, professor universitário, mestre em Ciências da Linguagem e designer de superfície, onde faz customização de roupas e peças pintadas e personalizadas.
Baibich é verbete no Dicionário de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul e tem obra no MARGS, Museu de Arte do Rio Grande do Sul.

Há muito tempo conheço o Nelson Baibich e sua arte, por quem tenho bastante admiração. Neste novo conjunto de trabalhos em bico de pena, tive uma grata surpresa! Fica claro que estes desenhos são um grito de resistência, no momento em que o artista se viu acoado, lutou bravamente  (como um Dom Quixote) com as armas que tinha em mãos, sua arte!  Baibich precisava urgentemente resistir a um cruel inimigo invisível ( e outro com muita visibilidade midiática). Sempre comento que os artistas são contadores de histórias, algumas que só eles veem e outras muito reais. Dividem o tempo em fatias e vão fazendo seus registros. Foi assim na pré-história, no Egito antigo, nas grandes guerras, no fatídico 11/09 e agora nesta cruel pandemia. Na verdade, a luta do Nelson é ainda maior, algo de dar inveja a luta de Davi e Golias. O artista no momento faz sua quarentena na terra de Gaudí, Miró, Picasso e Dalí, mas se mantém conectado com a também pandemia política que assola o Brasil. Ele tem um abundante cenário de tristes ideias para se expressar. A riqueza de detalhes de suas obras, mostram o amadurecimento de seu trabalho, motivo de orgulho para uma carreira que está sendo construída de forma simples, mas não menos brilhante. Um artista legitimado pelo público, que ao ter a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, consegue enxergar com ainda mais nitidez as sutilezas de seu trabalho.

Luciano Martins