RENATO RODYNER

ARTISTA E DONO DE GALERIA

Nascido em 3 de Agosto de 1962 em Porto Alegre Brasil. Nas décadas de 70 e 80 esteve no Centro de Desenvolvimento da Expressão no Rio Grande do Sul e participou de divisar exibições no Brasil.

Diretor e fundador da RODYNER GALLERY, Renato nos permite sonhar através de sua arte e deixar a imaginação navegar no universo. Abençoado com uma energia gestual pulsante, seu trabalho tem um conteúdo positivo no qual o figurativo está quase sempre presente, além de tudo sobre relações e emoções humanas. A harmonia das cores e texturas são jogadas na tela quase que de uma maneira explosiva com uma arte neo-expressionista, nos transmite uma reflexão filosófica, intelectual e emocional. A maior parte de seu trabalho abstrato veio de uma visão aérea da paisagem, no qual as formas redondas e espirais representam o arquétipo do cosmo e a essência da vida numa recorrente relação entre multiplicidade, o centro e o círculo.

Renato Rodyner vive em Portugal desde 1990 onde tem seu estúdio e galeria de arte. O artista trabalha em projetos individuais e também em parcerias com outros artistas e produtores culturais, expondo em vários países.

“Tendo-se iniciado na pintura por uma fase tão experimental como errática, a obra atual de Renato Rodyner evoluiu profundamente, apresentando-se tão forte como vigorosa, tão inflamada como comprometida com o seu tempo. Quer nas composições de cariz abstrato, quer nos retratos duplos cujos rostos se fundem em amplexos próximos do desespero, há uma evidente paixão expressionista onde é visível o domínio do ofício e a sensibilidade transfiguradora do artista. Convertendo a cor no fio condutor que nos permite apreciar o seu inconfundível cariz ao largo de toda a sua atual produção, Renato Rodyner discorre pelos seus pincéis como o sangue nas veias, dando forma a personagens a meio caminho entre o surrealismo e uma fantasia lírica e funda, de profunda tradição. Combinando sabiamente uma clara concisão pictórica com uma abundância cromática que não chega a cair em excessos, o resultado equilibra-se, quase magicamente, numa serena harmonia, transmitindo uma expressividade profunda e sentida, produto de um labor que só um exercício quotidiano e perseverante consegue provocar. Com um discurso instalado muito próximo da abstração, embora continue a rondar, por vezes, a figuração referencial, a estremada paixão e energia dos seus quadros, filtrada por uma mestria compositiva, faz com que, de facto, o espetador fique com a sensação de que o artista reage com um potente gesto perante o referente sensível, transbordando a mera captação e elaborando uma síntese tonal através de um complexo exercício consistente em pensar, sempre acertadamente, a pintura. Estas formas de trabalhar a cor e de desenvolver as composições tornam-se geradoras de um particular clima poético, debatendo-se entre uma leve sugestão poética e uma busca da expressividade tonal. Partindo essencialmente de ritmos e de cores, o artista desenvolve uma composição mista entre a abstração e a nova figuração cheia de sentido e de meditada estruturação, apresentando-se com um conjunto de obras afirmativas de um profundo conhecimento das estruturas de equilíbrio entre as massas de forma e cor, o que traz uma invejável solidez formal ao seu trabalho.”​

Rodrigues Vaz