SONIA SALCEDO

Arquiteta e Urbanista (USU-RJ), Cenógrafa (UNI-RIO), Especialista em História da Arte e da Arquitetura (PUC/RJ), Mestre em História e Crítica da Arte (EBA/UFRJ), Doutora em Artes Visuais (EBA/UFRJ/RJ) e Pós-Doutora em Artes da Cena, com bolsa do PDJ/CNPq (PPGAC/ECO/UFRJ).

Atuou como profissional da Fundação Nacional de Arte (Funarte/BR), no campo da arquitetura de exposições, desde 1992, tendo participado de todas as principais montagens desta Fundação (Salão Nacional, Projeto Macunaíma e Série Eventos Especiais, além de assinar parcerias de adequações e projetos de espaços de exposição, como aos pertencentes ao Museu de Belas Artes e aos do Palácio Gustavo Capanema). De 2012 a 2018 integrou a comissão curatorial do Centro de Artes Visuais – Funarte (realizando curadorias coletivas: Bola na Rede com Fernando Cocchiarale, na Funarte de Brasília, e Pontotransição com Luisa Interlengui, na Fundição Progresso no Rio de Janeiro. Co-idealizou o Programa de Artes Visuais (Museu Imperial – IPHAN / Centro de Artes Visuais – Funarte, 2003-2008, tendo realizado mais de 10 exposições coletivas em parcerias curatorias, com Fernando Cocchiarale, Adolfo Montejo Navas, Marcio Doctors, Glória Ferreira, Alberto Saraiva entre outros. Expondo obras de excelência histórica, bem como de artistas contemporâneos de excelência. Desenvolveu  o Programa Itaú Rumos Design (Itaú Cultural/SP, 2001, realizando pesquisa sobre a expografia nacional, finalizada com simpósio que reuniu nomes fundamentais ao campo das exposições. Tem experiência nas áreas das Artes Cênicas, Artes Visuais e Arquitetura, com ênfase em Expografia da Arte Contemporânea. Assinou diversas curadorias e arquitetura expositiva para mostras no Brasil e no exterior, por exemplo: Bruxelas, Frankfurt, Mérida, Buenos Aires, Colônia e Nova York.  Dentre suas curadorias destacam-se: Projetos [in]Provados, Caixa Cultural/RJ, 2010, Construção e desconstrução da arte brasileira, Europália International, BOZAR, Bruxelas/Ludion, Antuérpia, 2011 (coletiva histórica da arte brasileira entre 1990 e 2010, com a participação de 27 artistas) ; Poética Expositiva, Cavalariças, EAV- Parque Lage, 2011 (coletiva); Pontotransição, FUNARTE/Fundição Progresso/RJ, 2016 (coletiva com mais de 30 artistas); Fissão Tectônica, Paço Imperial /RJ , 2018-9, (individual de Ronaldo do Rego Macedo). Expos coletivamente no Rio de janeiro, nas versões dos projetos: Zona Oculta de 2009 a 2015; nas séries de Orlândias (2000-2003), nas exposições do espaço Clarabóia (2011). No campo da arquiteta foi premiada pela União Internacional dos Arquitetos (UIA). Trabalhou como cenógrafa, pesquisador e produtora de arte, para carnaval, teatro, cinema publicitário e televisão (entre 1998-2008). Como pesquisadora e docente, atua nos seguintes temas: práticas artísticas e curatoriais, história das exposições, arquitetura museal e design de exposições. Tem experiencia na docência acadêmica: ( 2010 e 2018) na graduação do Instituto de Artes da UERJ, na Escola de Belas Artes da UFRJ e na pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ. Desde 2014, é professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage – Rio de Janeiro. É artista curadora independente e autora de livros e textos como Cenário da Arquitetura da Arte – montagens e espaços de exposições (2008, Martins Fontes), “Poética Expositiva” (2011, Susy Muniz Produções/ EAV Parque Lage), Art in Brazil (2011, Europalia International, Bruxelas/Ludion, Antuérpia), Arte de Expor – curadoria como expoesis (2014, Nau Editora), Asas a Raízes (2015, Caosmos), Pontotransição (2016, Luz Produções); Da visualidade à cena: dimensões expositivas da arte (2017, NAU Editora) e Ronaldo do Rego Macedo-Fissão Tectônica (2018, Paço Imperial).

”A série “ MusEu”, de Sonia Salcedo, traz de maneira muito íntima a relação entre suas pesquisas acadêmica e poética. A reflexão profunda que vem realizando há mais de vinte anos sobre os espaços expositivos, expande-se por uma percepção do EU com o espaço. Quais serão as fronteiras subjetivas que separam indivíduo e obra, e mais, que corpus museal é esse em que Sonia penetra e mescla-se?

Trazendo uma trajetória artística através da arquitetura, da cenografia, da dança, da música das artes visuais etc, Sonia faz um autorretrato híbrido, como espécie de fruto do rompimento de barreiras espaço-temporais de gêneros e categorias. No acontecimento efêmero da foto, nos sugere uma simbiose entre espectador, obra e espaço. Afinal, misturados as sensações, pertencem uns aos outros, de modo inalienável.”

Rafael Peixoto

Jornalista independente e Curador da Danielian Galeria – Rio de Janeiro / RJ – Brasil