VANIA COUTINHO

ARTISTA PLÁSTICA

Vania Coutinho é uma artista autodidata brasileira, do estado de Pernambuco que pinta desde a infância, quando desenhava e pintava a lápis de cor. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela UFPE e trabalhou com alguns dos grandes profissionais da área, porém seu sentimento voltava-se sempre para a arte. Participou de cursos diversos com artistas locais para se aprimorar em várias técnicas, porém desenvolveu sua própria técnica ao descobrir a sua identidade artística, com sua inconfundível técnica mista, após longas pesquisas e estudos. Sua primeira paixão nas artes foi a natureza morta e depois o abstrato, porém há 30 anos a sua alegria maior provem da criação de figuras humanas pela técnica mista, através da qual lhes dá sentimentos, expressões facial e gestual, tudo inserido em um cenário de muita luz e sombra que ao final o expectador pode sempre contemplar uma estória ali naquele contexto. A artista também é retratista, já tendo em seu acervo retratos de pessoas da sociedade e de ícones do mundo inteiro. VC tem prêmios, troféus internacionais, com obras expostas em Milão, Spoleto e Treviglio – Itália, Davos – Suiça, Cote D’Azur – França, e em vários estados brasileiros.Há 3 anos a artista passou a modelar esculturas em argila e resina, como também pintar artesanatos em porcelana e cerâmica, expostos em feiras e exposições.

Conheci Vania Coutinho há algum tempo na Itália Central durante uma exposição sua. Uma senhora elegante, arquiteta e mulher culta, mas, acima de tudo, grande artista de personalidade única e bem definida. Uma sábia e equilibrada mistura cromática, matérias coloridas de sentimentos que resultam em infinitas tonalidades, transformando-se em vibrações universais, envolvendo todos os sentidos e imaginação para estimular a percepção de sons, perfumes e poesia, fazendo a matéria/cor mágica. Tudo é embebido de seus sentimentos vitais, fortalecendo sinais de que vai sair de si mesma, envolvendo o observador! Depois de ter absorvido gestos usados todos os dias, ela os restitui através de uma grande introspecção da essência vital de sua alma aparentemente tranquila, recontando aquela gestualidade contemporânea reinterpretada, dando à obra um valor histórico adicional, além do artístico, a fim de completar um valor global necessário a uma obra de arte destinada a ser colecionada. 

M. GIULIANO OTTAVIANI